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4ªs feiras: Solidariedade Mais

 

A Declaração Universal dos Direitos do Homem, proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 10 de dezembro de 1948, enuncia no seu 1º artigo, que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direito. Dotados de razão e consciência, devendo agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

 

Mas basta olhar em redor para perceber que tal não acontece!

 

A fraternidade e solidariedade entre os cidadãos são valores que parece, terem entrado em colapso numa sociedade cada vez mais sectária, sem espaço para quem sobrevive nas assimetrias de uma vida tida como normal.

 

“Para Que Não Haja Homem Excluído Pelo Homem” é a missiva da Associação O Companheiro - Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), de utilidade pública e sem fins lucrativos, com o objetivo de promover a inclusão de reclusos, ex. reclusos e suas famílias. Desde 1987, que desenvolve um trabalho profícuo junto de reclusos e ex. reclusos, durante e no pós reclusão, com maior afetação aos cidadãos da cidade de Lisboa, onde fica sediado.

 

Muitas das pessoas que procuram O Companheiro, encontram-se em situação de rutura familiar, laboral, afetiva e social, parte das vezes, associado a problemas clínicos, de extrema pobreza e elevada marginalização motivada, por inúmeros anos de reclusão, sem quaisquer ações integradoras e de reabilitação.

 

Face a esta realidade, a equipa de Intervenção Psicossocial d´O Companheiro, procura assumir uma ação reabilitadora e preventiva. Reabilitadora na problemática e preventiva nas causas e consequências.

 

Na ação reabilitadora, após identificada a história de vida e respetivas motivações, procura-se ensinar/treinar competências pessoais, sociais e laborais, suas necessidades e perspetivas, visando uma melhor e mais adequada adaptação da pessoa ao meio livre, traçando o Plano Individual de Inclusão (PII).

 

Preventivamente, emerge toda a ação da equipa técnica, na procura proativa duma ocupação laboral, formativa ou escolar e num encaminhamento da pessoa, intra e inter-institucional, associado às respostas sociais emergentes.

 

Sintetizam-se as ações reabilitadoras e preventivas da resposta social do COMPANHEIRO ao nível da Residência Masculina (capacidade para 20 pessoas – 2 em regime de precária), Refeitório Social (capacidade para 50/60 almoços diários), Formação Profissional e Ocupacional, Oficinas de Carpintaria, Serralharia e Eletricidade, Banco Alimentar, Medidas judiciais (PTFC e licenças de saída jurisdicional) e Apoio Psico-socio-jurídico, em articulação com as equipas técnicas dos diversos Estabelecimentos Prisionais da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Instituto de Segurança Social (ISS), Edilidades camarárias (Câmara Municipal de Lisboa e Câmara Municipal de Cascais), Banco Alimentar Contra a Fome e outras IPSS’s e ONG’s.

 

Mas, todo este caminho implica que O Companheiro, num processo de maior eficácia e eficiência da sua resposta social, estabeleça como prioritário, aqui e agora, o trabalho do Voluntário. Possibilitando ´novas´ dinâmicas de aprendizagem a quem oferece e usufrui do serviço prestado, numa melhor e mais adequada integração da e para a pessoa.
Nesta dinâmica, O Companheiro desenvolveu um desígnio denominado 4ªs Feiras: Solidariedade Mais que consiste no alargamento dos serviços técnicos especializados à comunidade envolvente, reforçando o apoio em aconselhamento jurídico e clínico, distribuição de géneros (roupa, alimentos e outros bens) e, promoção de workshops temáticos.

 

Esta é a história de 28 anos nem sempre linear, nem sempre consequente. Todavia, reconhecida e prestigiada.

 

Há que dignificar o Homem, não permitindo a perpetuação dos seus erros.
“Quem ousa vence!”

 

Todos os dias acreditamos.
Todos os dias trabalhamos.
Todos os dias reconstruímos.

O COMPANHEIRO © 2014 geral@companheiro.org